Apps for Good

As TIC na Escola
            Segundo as teorias construtivistas de Piaget, Dewey e Vygotsky, a sala de aula é vista como um espaço de aprendizagem construtivista, a escola, deve assim, acompanhar as mudanças sociais, tecnológicas, éticas e comportamentais da sociedade atual. Os alunos aprendem a aprender e isso torna-os muito mais autónomos. Antigamente, quando as TIC eram vistas como um “alvo a abater” pelos professores, a escola era uma proteção do sistema económico utilizado para a fuga ao trabalho infantil, criada na altura da Sociedade Industrial com a massificação da educação, onde a escola era a preparação para o futuro trabalho na produção fabril.
            Hoje em dia, a tecnologia é uma mais valia e não substitui, de forma alguma, o professor, chegando mesmo a complementá-lo. O sucesso da aprendizagem não depende só das TIC, partindo do ponto que, estas devem ser geridas e avaliadas pelos professores com critérios bastante rigorosos. Com o aparecimento de novas tecnologias surgem novas lógicas do saber e novas formas de aprendizagem que permitem desenvolver competências e formas de participação mais individuais dos alunos. As TIC, permitiram também, o alargamento do espaço e tempo de aprendizagem para além da tradicional sala de aula, com isto cada aluno pode escolher o que querer consultar, quando e a que ritmo, dentro do prazo concedido pelo professor. “Na nossa opinião, o professor tem o papel de estimular a curiosidade do aluno, desenvolvendo a sua autonomia e o seu espírito crítico, sendo fundamental para que aluno tenha uma atitude positiva face ao ensino - aprendizagem. As TIC aliadas ao conhecimento do professor são uma mais-valia, constituindo uma oportunidade que deve ser plenamente aproveitada.” (CARDIM e MENDES 2009)
            Com o desenvolvimento das tecnologias, os aparelhos tecnológicos seguiram o mesmo caminho e hoje em dia são criadas apps para tudo, neste caso o Google, criou um espaço próprio para a educação -o Google Play for Education- a sua finalidade é auxiliar os professores que procuram atividades educacionais interativos. O professor pode, por exemplo, fazer uma atividade onde divide a turma por grupos, cada grupo terá o seu respetivo tablet e daí acedem ao aplicativo facilitando a participação.
            Concluindo, é importante realçar como hoje em dia as tecnologias são o dia-a-dia de grande parte dos alunos, no entanto é também essencial refletir sobre a utilização das mesmas. Como futuras professoras, ainda que atualmente alunas, temos plena noção que a utilização da tecnologia em sala de aula, mais concretamente, a Internet é cada vez mais essencial e está cada vez mais presente no dia-a-dia tanto dos alunos como dos alunos, tendo em conta que a sua utilização seja pedagogicamente correta dentro da sala de aula.
            Um projeto relativamente recente em Portugal, sendo uma organização não-governamental fundada em 1995 por Rodrigo Baggio no Brasil, CDI é uma ONG de inclusão social através da tecnologia. O CDI é um projeto inovador de intervenção e inclusão digital, reconhecido à escala mundial, com o objetivo de alargar a sua missão de mobilizar e transformar comunidades e redefinir trajetos de vida através do uso das novas tecnologias e de todo o seu potencial. Tem como missão promover a inclusão social, a literacia digital, a construção e o exercício da cidadania ativa. Criar uma nova geração de “Problem Solvers” e “Digital Makers”.
O App for Good, elaborado, no Reino Unido, é dentro do CDI, a componente educativa, projeto autónomo em termos de gestão, que pretende desenvolver as capacidades tecnológicas e as motivações das crianças. Mais que isso deseja, mudar alguns conceitos em termos de educação, posicionamento de aluno versus professor, despertar as motivações e dar um objetivo em questão da tecnologia. É um movimento tecnológico educativo que vai ao encontro dos jovens através de parcerias, com organizações de educação formal ou não formal – escolas, colégios, centros da juventude, clubes de informática. Sendo os professores os facilitadores e os alunos (entre os 10 e os 18 anos) o motor, ambas as partes trabalham em equipa para corresponderem a questões significativas do seu dia-a-dia, através da elaboração de apps para smartphones ou tablets. Através do Apps For Good, os alunos têm acesso a conteúdos digitais e podem comunicar com especialistas de todo o mundo.
 Em Portugal a App for Good, conta com vários parceiros, como a Microsoft, Fundação Calouste Gulbenkian, Synopsys, Fundação PT, Siemens, SAP, DNS.pt, REN, SIVA, DECSIS, SRS Advogados e PWC, e também parceiros institucionais, como a Direção-Geral de Educação, a Associação Nacional de Professores de Informática, a APDC, a Educom, o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e a Associação Portuguesa de Professores de Inglês. Sendo financiado pela Iniciativa Portugal Inovação Social. Das mais recentes aplicações executadas e apresentadas, na terceira edição da Apps for Good, a aplicação “Pensa antes de publicar”, que pretende estimular a leitura de livros pelas crianças, foi a vencedora, na final da maior competição pela melhor aplicação criada por jovens.
Criada pelos alunos da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, “Pensa antes de publicar”, pretende incentivar a leitura de livros, ao aproveitar a realidade virtual para animar as imagens de livros e fazer jogos sobre os mesmos conteúdos. Foi um trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo, mostrando as ideias (Apps) que resolvem problemas reais, e foram avaliadas por um júri composto por elementos que representam os parceiros do programa. “A tecnologia deve ser um meio e não um fim para a resolução de problemas reais e de causas sociais, e este programa pretende ser a ferramenta que permita capacitar os jovens e tornar o mundo em que vivemos mais sustentável”, afirma João Baracho, diretor executivo do CDI.
Com tudo isto, pode-se perceber que as tecnologias de hoje em dia podem ser bastante úteis para fins educativos, de ajuda, inclusão, autonomia, entre outros.

Referências Biográficas
FALCOEIRAS, T. (2017) Power Point: Literacia, Cidadania e Educação.

CARDIM, T., MENDES, R. (2009) Receção Crítica.

Uso das novas tecnologias em sala de aula (2013)
            URL:
WWW.gazetadopovo.com.br/blogs/educa-e-midia/uso-das-novas-tecnologias-em-sala-de-aula/
Direção Geral de Educação, Plataforma Khan Academy (2017)
            URL:
http://www.dge.mec.pt/noticias/tic-na-educacao/projeto-apps-good-2016-17>
ALVES, V. (2017) Apps for Good: Aplicação para incentivar a leitura foi a vencedora
            URL:
https://www.dinheirovivo.pt/fazedores/apps-for-good/
Resolução de problemas da comunidade através das novas tecnologias (2017)
                URL:
https://gulbenkian.pt/project/apps-for-good/
Apps for Good – O conceito
            URL:
https://www.youtube.com/watch?v=ktR08xaFr4o
Uma nova forma de ensinar tecnologia: O que é a Apps for Good?
            URL:
http://cdi.org.pt/apps-good/
CID, Quem somos?
            URL:
http://cdi.org.pt/quem-somos/
CID, Vencedores 3ª Edição Apps for Good (2017)
            URL:
http://cdi.org.pt/apps-good/apps-for-good-20162017-3a-edicao/
Apps for Good
            URL:
https://www.appsforgood.org/

FACEBOOK, Apps for Good
            URL:
https://www.facebook.com/pg/appsforgood/about/?ref=page_internal

 Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação. 
Discentes: Andreia Marques e Joana Espadilha
Docente: Professor Tiago Falcoeiras

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